Pesquisando os solos da Amazônia

RELATÓRIO -1-

1-Dos motivos


O estado do Amazonas conta com aproximadamente 4.000.000 de habitantes distribuídos em 2.000.000 na capital, Manaus, e 2.000.000 nos 61 municípios do interior ocupando 1.570.745 Km quadrados.
Verifica-se que nesta área, a produtividade agrícola é muito baixa, sendo este fato atribuído a baixa fertilidade do solo. Porém a floresta amazônica está a desmentir esta afirmação.
Visando a não destruição da floresta por atividades extrativistas, foram criados na década de 60, a Zona Franca de Manaus e o Distrito Industrial incentivado.
Já passados 42 anos, continuam dizendo, inclusive na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) que “esta terra não serve para nada”, como se fosse possível manter eternamente este povo sustentado por subsídios fiscais.
Urge que sejam descobertas as causas desta baixa fertilidade e sua correção.

2-Dos métodos


Devido ao fato de não se ter idéia alguma das causas da baixa fertilidade dos solos amazônicos, optamos por observar o desenvolvimento de mudas de pimentão (capsicum annum) em copos de 300ml, analisando altura das plantas, condutividade elétrica da solução do solo (Ce) e ph, numa organização quadrada 7X7, com tratamentos em linhas e colunas, com KCl, Ca+Mg, NaCl, SFT, Uréia, Micro e Testemunha.
Deste experimento concluímos que houve uma acentuada redução no crescimento para todos os copos em que a solução do solo, para medida da Ce, demorava a sedimentar, (tempo de sedimentação), sendo mais pronunciado para linha e coluna em que se aplicou Uréia.
Detectado o problema, passamos a buscar uma solução com teste de bancada em busca de indicativos de uma solução qualitativa para o problema.

3-Dos achados


1- A baixa produtividade dos solos amazônicos está correlacionada com o tempo de sedimentação da solução do solo, na relação 1:100.
2- A dissolução do solo está correlacionada com a concentração de amônio no solo.
3- O tempo de sedimentação de uma dissolução do solo está correlacionado com o inverso da concentração de nitrato no solo.
4- A conversão biológica de amônio a nitrato é função: da temperatura ambiente, da concentração de amônio e da presença do íon sulfato.


4-Das conclusões

Dos achados (3) conclui-se que devido à temperatura ambiente oscilar entre 23 graus e 36 graus, a decomposição da matéria orgânica nos solos amazônicos é acelerada provocando um acumulo de amônio no solo, fato este que inibe a transformação do mesmo em nitrato.
Para corroborar esta afirmação encontramos a citação de KIELING (4).
“O amônio e o ácido nitroso não dissociado são tóxicos para as bactérias da nitrificação, sendo que valores de 10-150mg/L são inibitórios para Nitrosomonas e 0,1-1mg/L inibem Nitrobacter (MUXÍ, 1994). (3)”.

Podemos também afirmar que os vegetais não se desenvolvem na ausência de nitrato, sendo que este deve estar presente como 75% do conteúdo de nitrogênio da solução do solo. Podendo isto ser confirmado no trabalho de Jorge H. da Silva Santos (8).

Por fim podemos afirmar que: ”A agricultura no Amazonas tem jeito, é só querer”.

Manaus 30/04/2009

Tarcisio José D’Avila e Marnice Lopes Nunes

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5- Literatura consultada

1- Serrano Cermeno, Z. Prontuário del Horticultor, tradução de Mário F. Bento Ripado; Litexa Editora; Lisboa 1988.

2- IDAM-Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas; JAN-DEZ/07.

3-MUXI, L. “Aspectos Microbiológicos de los Processos de Nitrificacion-Denitrificacion”. In: Taller y Seminário Latinoamericano Tratamiento Anaeróbio de Águas Residuales. Anais, p.55-63. Montevideo, Uruguay. 1994.

4-KIELING. DIRLEI DIEDRICH. "ESTUDO DA REMOÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO A PARTIR DE LODO NITRIFICANTE CULTIVADO EM MEIO AUTOTRÓFICO SOB CONDIÇÕES ANÓXICAS". UFSC, Florianópolis, Fevereiro de 2004.

5-Coelho, Fernando S. "Fertilidade do solo". Instituto Campineiro de Ensino Agrícola; Campinas, SP; 1988.

6-"Manual de análises químicas de solos, plantas e fertilizantes"; Organizado por Fábio César da Silva; Brasília; Embrapa comunicação para transferência de tecnologia, 1999.

7-Propriedades químicas do solo; Material adaptado da Apostila Didática elaborada pelo Prof. Maurélio Morelli, Dpto Solos/ CCR/ UFSM.

8-Silva Santos, J.H.da; Proporções de nitrato e amônio na nutrição e produção dos capins aruana e marandu; ESALQ-USP julho-2003



INDICE


0 - inicio

1 - Como medir a tensão de água???

2 - Como resolver ???

3 - Como reflorestar???

4 - Um pouco de teoria ???

5 - Demonstração-1
A influencia do conteudo salino no tempo de sedimentação.
6 - Demonstração-2
A estabilidade em agua.
7 - Demonstração-3
Efeito do ressecamento e a estabilidade em agua.
8 - Demonstração-4
A influencia do Nitrogenio no tempo de sedimentação.
9 - Demonstração-5
Efeito da energia mecânica na superficie do solo.
10- Demonstração-6.
Efeito antagônico amônia X nitrato.......
11 - Demonstração-7.
Origem do amônio do solo....
12 - Demonstração-8.
Quantidade de amônio água-extraivel no solo....
13 - Demonstração-9.
Atividade das bactéria nitrificantes no solo....
14 - Demonstração-10.
Atividade das bactéria nitrificantes X temperatura....
15 - Demonstração-11
Influência da quimica na nitrificação.....
16 - Curiosidade....
A natureza gerando clonagem natural.
17 - Relatório 1........
Relatorio parcial -1-
18 - Relatório 2........
Estudo da sorção de amônio em solos do Amazonas.
19 - Mudanças climáticas...
Revisão de conceitos.
20 - Agua, fator 100 vezes mais importante..
Efeito do calor latente de vaporização.


Maiores detalhes
tarcisio.davila@redeamazonica.com.br
marnice.tks@oi.com.br

Tarcisio José D’Avila ....... Agronomia-UFAM
Marnice Lopes Nunes ..... Logística Empresarial-ULBRA-Mao